Memória e demência

Esquecimento em idosos é normal? Quando se preocupar e o que fazer

Esquecimento em idosos é normal? Entenda a diferença entre o esquecimento da idade e os sinais de alerta, o que fazer e qual médico procurar.

Equipe SilverMind

Saúde e Bem-estar

5 min de leitura
Ilustração: uma lupa sobre uma lista de verificação ao lado de um molho de chaves

Aviso médico

Este artigo é apenas informativo e não substitui orientação médica. Procure sempre profissionais de saúde qualificados para diagnóstico, tratamento e dúvidas médicas. Se você está preocupado com declínio cognitivo ou demência, converse com um médico.

Esquecimento em idosos é normal? Muitas vezes, sim: quem nunca entrou num cômodo e esqueceu o que foi buscar? Com a idade, é comum o cérebro ficar um pouco mais lento para guardar e recuperar informações. Mas alguns tipos de esquecimento são diferentes e merecem uma conversa com o médico.

Este texto ajuda você, ou um filho que está preocupado com os pais, a entender a diferença entre o esquecimento do dia a dia e os sinais de alerta, e mostra o que fazer em cada caso. Ele não substitui uma avaliação profissional.

Esquecimento em idosos é normal? O que muda com a idade

Envelhecer traz mudanças naturais na memória e no raciocínio. As mais comuns são:

  • demorar um pouco mais para lembrar nomes, principalmente de pessoas que vemos pouco;
  • esquecer onde deixou as chaves ou os óculos, e depois lembrar;
  • precisar de mais tempo para aprender algo novo, como uma função do celular;
  • ter a palavra na ponta da língua e ela só aparecer mais tarde;
  • se distrair com mais facilidade quando há muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Nesses casos, a pessoa continua cuidando da casa, das contas e da própria vida, e costuma perceber o esquecimento, às vezes até brincar com ele.

Sinais de alerta que merecem atenção

A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde descrevem alguns sinais que podem indicar algo além do envelhecimento comum:

  • esquecer fatos recentes com frequência, como uma conversa de ontem;
  • repetir a mesma pergunta várias vezes;
  • se perder em caminhos conhecidos;
  • ter dificuldade com tarefas que eram fáceis, como seguir uma receita conhecida ou pagar contas;
  • dificuldade para acompanhar conversas ou encontrar palavras;
  • confusão com datas, horários ou lugares;
  • mudanças de humor ou de comportamento, desinteresse, isolamento.

Ter um desses sinais não significa ter demência. Mas, se eles aparecem com frequência, estão piorando ou atrapalham a rotina, é hora de procurar avaliação.

Comparação rápida

Mais comum com a idadeMerece avaliação médica
Esquecer um nome e lembrar depoisEsquecer pessoas próximas ou conversas recentes com frequência
Perder os óculos de vez em quandoGuardar objetos em lugares estranhos e não conseguir refazer o caminho
Demorar para aprender algo novoNão conseguir fazer o que sempre fez
Esquecer o dia da semana e lembrar logoFicar confuso sobre datas e lugares com frequência
Palavra na ponta da línguaDificuldade constante para falar ou entender

Outras causas de esquecimento

Nem todo esquecimento vem de demência. Muitas situações podem atrapalhar a memória, e várias delas têm tratamento ou ajuste:

  • Sono ruim ou apneia do sono.
  • Depressão, ansiedade e luto.
  • Efeitos de remédios ou combinação de vários medicamentos.
  • Problemas de tireoide e falta de vitamina B12, que costumam ser investigados nos exames.
  • Perda de audição ou de visão, que fazem a pessoa captar menos informação.
  • Infecções, desidratação e outras doenças, que podem causar confusão repentina.

Por isso, não tente adivinhar a causa em casa. Uma consulta é o caminho mais seguro.

Esquecimento em idosos: o que fazer

Observe e anote

Durante algumas semanas, anote exemplos concretos: o que aconteceu, quando e com que frequência. Essas anotações ajudam muito na consulta.

Converse com carinho

Se a preocupação é com seu pai ou sua mãe, escolha um momento calmo, fale do que você percebeu sem acusar e mostre que quer ajudar. Proponha ir junto à consulta.

Procure atendimento

Comece pelo médico de família ou pela Unidade Básica de Saúde. Se necessário, a pessoa será encaminhada a um geriatra, neurologista ou psiquiatra especializado em idosos. Leve a lista de remédios em uso e as anotações.

Urgência não espera

Confusão súbita, fala enrolada, boca torta ou fraqueza de um lado do corpo podem ser sinais de AVC. Nesses casos, ligue para o SAMU no 192 ou procure um pronto-socorro na hora.

Hábitos que ajudam a cuidar do cérebro

Enquanto isso, alguns hábitos fazem bem em qualquer situação. A OMS cita atividade física, alimentação equilibrada, vida social, mente ativa, não fumar, evitar álcool em excesso, controlar pressão, colesterol e açúcar no sangue e usar aparelho auditivo quando necessário. Nenhum deles é garantia, e as evidências sobre treino cerebral especificamente são mistas, mas o conjunto contribui para uma vida mais saudável.

No dia a dia, vale:

Alguns idosos gostam de usar um aplicativo para isso. O SilverMind, para iPhone e iPad, oferece todo dia um treino curto e calmo de três exercícios de memória, atenção, palavras, rapidez e raciocínio, com letras grandes e sem pressa. É bom deixar claro: ele é um passatempo para manter a mente ativa, não serve para diagnosticar nem para tratar perda de memória, e não substitui a consulta.

Para terminar

Esquecer de vez em quando faz parte da vida em qualquer idade, e um pouco mais depois dos 60. O que pede atenção é a mudança: esquecimentos que aumentam, se repetem e atrapalham a rotina. Nesses casos, observe, converse com carinho e procure um médico. Quanto antes houver uma avaliação, mais cedo a família sabe o que está acontecendo e como se organizar.

Perguntas frequentes

Esquecimento em idosos é normal?

Alguns esquecimentos são comuns com a idade, como demorar para lembrar um nome ou esquecer onde deixou os óculos e depois lembrar. O que merece atenção é o esquecimento que aumenta, se repete muito ou atrapalha tarefas que antes eram fáceis. Nesses casos, o melhor é procurar um médico.

Qual médico procurar para esquecimento em idosos?

Um bom começo é o médico de família ou a Unidade Básica de Saúde, que podem fazer a primeira avaliação e encaminhar se for preciso. Geriatras, neurologistas e psiquiatras especializados em idosos também avaliam problemas de memória.

O que pode causar esquecimento em idosos além de demência?

Várias coisas podem afetar a memória, como sono ruim, depressão, ansiedade, efeitos de remédios, problemas de tireoide, falta de vitamina B12, perda de audição ou de visão. Por isso a avaliação médica é importante: só um profissional pode investigar a causa.

Esquecimento repentino em idosos é grave?

Uma mudança repentina de memória, confusão ou dificuldade para falar deve ser levada a sério e avaliada logo por um médico. Se vier junto com fraqueza de um lado do corpo, boca torta ou fala enrolada, procure atendimento de urgência imediatamente.

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Equipe SilverMind

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A Equipe SilverMind escreve informações práticas e baseadas em evidências sobre saúde cognitiva para idosos e cuidadores.

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